Petrobras faz nova descoberta no pré-sal da Bacia de Campos


Material coletado será enviado para análises laboratoriais, que vão ajudar na caracterização dos reservatórios, dos fluidos encontrados e no potencial da área.
Publicado em: 13 de abril de 2026

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (13) a descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas do pré-sal da Bacia de Campos.

Segundo a companhia, a presença das substâncias foi identificada em um poço exploratório perfurado no setor SC-AP4, no bloco C-M-477. A área está localizada a cerca de 201 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro, em uma profundidade d’água de 2.984 metros.

De acordo com a empresa, o intervalo com hidrocarbonetos foi detectado por meio de perfis elétricos, indícios de gás e amostras de fluido coletadas durante a perfuração.

A Petrobras informou que o material será enviado para análises laboratoriais, que deverão permitir a caracterização dos reservatórios e dos fluidos encontrados, além de orientar a avaliação do potencial da área.

A estatal é operadora do bloco C-M-477, com participação de 70%, em parceria com a BP, que detém os 30% restantes.


Lucro da Petrobras quase triplica em 2025 e chega a R$ 110,1 bilhões

Lucro da Petrobras quase triplica em 2025 e chega a R$ 110,1 bilhões

Resultado foi divulgado nesta quinta-feira (5); estatal atribui desempenho ao aumento da produção de óleo e gás, mesmo com queda de 14% no preço do petróleo.

Materia publicada pelo G1 - Publicado em 05/03/2026 

Edifício-sede da Petrobras, no Rio de Janeiro — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Resultado financeiro

A Petrobras informou que registrou lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025, representando uma alta de cerca de 200% em relação a 2024, quando a companhia lucrou R$ 36,6 bilhões.

Na prática, o resultado indica que o lucro da estatal quase triplicou em um ano.

Segundo a empresa, o desempenho ocorreu mesmo em um cenário desafiador, marcado pela queda de 14% no preço do petróleo tipo Brent ao longo do período.

De acordo com a companhia, o resultado foi sustentado principalmente pelo aumento da produção de óleo e gás e pela melhora da eficiência operacional.

“O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota.

Produção e geração de caixa

A produção total de petróleo e gás natural alcançou 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), um aumento de 11% em relação ao ano anterior.

O fluxo de caixa operacional chegou a R$ 200 bilhões (US$ 36 bilhões) em 2025.

Segundo o diretor financeiro Fernando Melgarejo, o resultado reflete a estratégia de crescimento com disciplina de capital.

“Mesmo em um cenário de forte queda do Brent, geramos R$ 200 bilhões de caixa operacional no ano”, afirmou.

Investimentos

A Petrobras investiu R$ 112,9 bilhões (US$ 20,3 bilhões) em 2025, dentro da faixa prevista.

Cerca de 84% dos recursos foram destinados à área de exploração e produção, com foco no pré-sal.

Principais fatores de aumento da produção:

  • Entrada em operação dos FPSOs Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias
  • Manutenção do pico de produção do FPSO Sepetiba
  • Ramp-up de unidades como Maria Quitéria e Anita Garibaldi
  • Maior eficiência operacional na Bacia de Santos e no campo de Búzios

As novas unidades adicionaram 585 mil barris/dia de capacidade nominal.

Exportações recordes

As exportações de petróleo atingiram média de 765 mil barris por dia em 2025.

No quarto trimestre, o volume chegou a 999 mil barris/dia, recorde histórico trimestral.

Indicadores financeiros

  • EBITDA ajustado: R$ 244,3 bilhões
  • Dívida bruta: US$ 69,8 bilhões
  • Lucro ajustado: R$ 100,9 bilhões

A valorização do real frente ao dólar também impactou positivamente os resultados.

Dividendos e tributos

O conselho aprovou proposta de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao quarto trimestre de 2025.

No total, foram distribuídos R$ 45,2 bilhões aos acionistas ao longo do ano.

A empresa também pagou R$ 227,6 bilhões em tributos à União, estados e municípios.

Reservas e refino

Em 2025, a Petrobras incorporou 1,7 bilhão de barris em reservas, com índice de reposição de 175%.

A relação reserva/produção (R/P) ficou em 12,5 anos.

No refino, a taxa de utilização foi de 91%, com diesel, gasolina e querosene representando 68% da produção.





META DEDESCARBONIZAÇÃO PARA MERCADO DE GÁS NATURAL PARA 2026

 

CNPE define meta de descarbonização para o mercado de gás natural por meio do biometano


Resolução estabelece meta de redução para 2026 de 0,5% das emissões de GEE por meio da ampliação do uso do biometano



O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta quarta-feira (1º/4), a resolução que define a meta de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no mercado de gás natural para o ano de 2026. A medida estabelece uma meta de redução de 0,5% nas emissões, a ser cumprida por produtores e importadores de gás natural por meio da participação do biometano em seu consumo, em acordo com a Lei do Combustível do Futuro 14.993/24).

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a definição da meta representa um passo estratégico para o fortalecimento do mercado de gás no país. “Ao estabelecer uma meta clara e previsível, o Brasil dá um sinal importante ao mercado, estimula investimentos e cria as condições necessárias para o desenvolvimento do biometano como vetor de descarbonização, sem comprometer a segurança energética e a competitividade da indústria”, afirmou.

A Lei do Combustível do Futuro estabelece que a meta de redução de emissões inicia-se em 1% (um por cento) e não poderá exceder a 10% (dez por cento). Além disso, define que o CNPE poderá, excepcionalmente, definir a meta em valor inferior a 1% (um por cento), por motivo justificado de interesse público ou quando o volume de produção de biometano impossibilitar ou onerar excessivamente o cumprimento da meta.

Por esse motivo, a decisão do CNPE foi subsidiada por Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR), elaborado no âmbito do Subcomitê do Biometano, criado pelo Comitê Técnico do Combustível do Futuro (CTP-CF) e publicado no segundo semestre de 2025. O processo contou com participação social e diálogo com entidades representativas dos setores de biogás e biometano e da academia e sociedade civil, reunindo contribuições técnicas para a avaliação das alternativas regulatórias e dos riscos associados.

Com base no balanço mais atualizado de oferta e de demanda de biometano e na análise do problema regulatório e das opções disponíveis, o CNPE aprovou o entendimento de que a meta de 0,5% é a mais adequada para se iniciar a política pública em 2026, equilibrando viabilidade técnica, previsibilidade regulatória e estímulo ao desenvolvimento do mercado.

Além disso, o Conselho determinou a constituição, no âmbito do CTP-CF, da Mesa de Monitoramento do Mercado de Biometano, coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com vistas ao restabelecimento da meta de 1% (um por cento). Isso vai permitir que, com o devido monitoramento da evolução do mercado de biometano, se possa evoluir com o aumento da meta na direção do piso legal de 1% de redução das emissões, caso as condições de mercado viabilizem a evolução.

Por fim, o CNPE também estabeleceu, como de interesse da política energética nacional, que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) implemente as medidas necessárias para garantir a transparência dos dados relativos ao mercado de biometano como subsídio aos trabalhos de monitoramento da Mesa de Monitoramento do Mercado de Biometano.

A resolução aprovada busca ampliar gradualmente a inserção do biometano na matriz energética, criando um ambiente favorável à expansão da oferta e ao cumprimento dos compromissos ambientais assumidos pelo país.

Biometano

Com características físico-químicas semelhantes às do gás natural de origem fóssil, o biometano apresenta elevado potencial de substituição em aplicações veiculares, industriais e de geração distribuída. Embora ainda tenha participação reduzida na matriz energética nacional, o Brasil possui amplo potencial de produção. Atualmente, existem 19 plantas autorizadas como “produtores de biometano” pela ANP e outras 37 em processo de autorização, refletindo as oportunidades de crescimento desse mercado estratégico para a transição energética e a descarbonização do setor de gás natural.

Notícia Agencia GOV

https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/cnpe-define-meta-de-descarbonizacao-para-o-mercado-de-gas-natural-por-meio-do-biometano-em-2026

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